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Evolução do saneamento no mundo e importância da gestão de resíduos sólidos

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Evolução do saneamento no mundo e importância da gestão de resíduos sólidos

 

Evolução do saneamento no mundo e importância da gestão de resíduos sólidos

14 de abril de 20166 de dezembro de 2016

O brasileiro tem conquistado o direito à cidadania desde a sua colonização, mesmo que em doses homeopáticas. Nesse sentido, vale a pena pensar sobre a evolução da História do Saneamento no Brasil. Cabe lembrar que antes da invasão portuguesa no Brasil já havia a história de um povo que inclusive mantinha uma relação muito saudável com o ambiente!

A identidade sanitária nacional foi se construindo por uma teia de condicionantes políticos, econômicos, sociais e culturais que caracterizaram os diversos períodos da história do Brasil e do mundo. Nesse sentido, apresentamos uma linha do tempo para a compreensão da evolução do Saneamento ao longo dos séculos:

Antiguidade

As civilizações greco-romanas foram as primeiras a utilizar o pensamento científico racional no campo das ciências exatas, estabelecendo critérios sanitários importantes na busca pela saúde. Os romanos desenvolveram grandes obras de Engenharia Sanitária, sendo pioneiros na organização político-institucional das ações de saneamento. Esses povos atingiram um alto nível de conhecimento, mas muito se perdeu com as invasões bárbaras, um marco divisor do aparecimento de um novo sistema socioeconômico: o feudalismo.

Idade Média

A ruptura radical do homem com o conhecimento provocou um grande retrocesso sanitário. A Igreja, principal detentora da “conservação e transmissão” dos conhecimentos antigos, ao mesmo tempo em que contribuiu para manter a unidade cultural da Europa, ao patrimonializar a cultura, a arte, a ciência e as letras, nos legou um grande atraso evolutivo, a fim de garantir seu domínio e alcançar seus interesses.

Idade Moderna

Derrubada do antigo sistema e a formação dos Estados Nacionais. Formação de uma classe intelectual que impulsionou a criação de escolas e o desenvolvimento das ciências naturais. O conhecimento sobre a relação entre a saúde e o saneamento foi fortalecido, levando ao desenvolvimento científico da saúde pública. A administração da saúde pública nas cidades renascentistas assemelhava-se à da cidade medieval. Os habitantes eram os responsáveis pela limpeza das ruas e os causadores da poluição em cursos de água de abastecimento ou nas ruas eram punidos. Nessa época houve a Revolução Industrial: o trabalho assalariado passou a ser o elemento essencial para a geração da riqueza nacional e a procura por mecanismos que minimizassem os problemas de saúde dos trabalhadores foi estimulada pelo mercado.

Idade Contemporânea

A Revolução Francesa iniciou um processo de revisão dos direitos humanos e do próprio conceito de cidadania. Nos países capitalistas, os problemas de saúde foram tomados como prioritários, o que promoveu o aumento da expectativa de vida, das taxas de natalidade e o declínio das taxas de mortalidade. Entretanto, o aumento populacional e a estratificação social fizeram com que os males provocados pela explosão demográfica superassem os esforços de modernização do saneamento. A evolução tecnológica e a industrialização nos países capitalistas possibilitaram a execução em larga escala de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

Século XIX

As principais cidades brasileiras operavam o saneamento através de empresas inglesas. Destaca-se o planejamento e execução de intervenções feitas por Saturnino de Brito em diversas cidades brasileiras no início do século passado, cujos resultados chegam até nossos dias.

Prestadores de serviços

Empresas que podem ser públicas ou privadas, e que contribuem intensamente para a preservação da saúde através da gestão de resíduos. Muitos municípios delegam os serviços de água e esgoto às companhias estaduais, outros prestam os serviços diretamente por meio de autarquias, empresas ou departamentos de secretarias municipais.
Também é comum a terceirização de atividades específicas desses serviços por meio de contrato de concessão a empresas privadas, e, ainda existem as gestões associadas ou consórcios públicos, criados por vários municípios. Lembrando que os consórcios públicos são regulamentados pela Lei n° 11.107/2005.

Evolução da Gestão de Resíduos

O mais antigo aterro sanitário até hoje descoberto, está localizado na ilha de Creta, no Mar Mediterrâneo, tendo sido construído pela antiga cultura micênica, ligada ao palácio de Cnossos, em cerca de 3.000 a.C. Nesta primitiva construção o lixo era colocado em grandes covas, acondicionado em sucessivas camadas, cobertas por terra.
Nas cidades, com o passar das décadas, a água superficial contaminada por resíduos penetrou em lençóis freáticos e poluindo as fontes urbanas de água em todo o mundo. Com o acúmulo de lixo no solo e nos rios, eram muito frequentes os casos de epidemias de febre tifoide. Uma percentagem considerável da população infantil morria nos primeiros anos de vida, devido à água contaminada.

Outro aspecto é que o ajuntamento de grandes volumes de lixo criava um ambiente propício para a sobrevivência dos ratos. Entre 1346 e 1353 a Europa foi assolada por uma epidemia de peste bubônica, originária da Ásia e transmitida pela pulga do rato. No espaço de alguns anos a doença – chamada de Peste Negra por causa das manchas que apareciam no corpo das vítimas – conseguiu dizimar quase um terço da população de toda a Europa. Mesmo com tais catástrofes, era desconhecido da maior parte da população o nexo entre o acúmulo de lixo e excrementos nas cidades e o aparecimento de doenças e epidemias.

Em seu texto “Por uma história do lixo”, Rosana Miziara escreve que com a modernização da cidade de São Paulo, em meados de 1890, instituiu a coleta regular de lixo feita por carroças e estabeleceu várias leis ligadas à saúde pública, proibindo a queima de resíduos em quintais e nas vias públicas. Eliminam-se as várzeas onde era depositado o lixo da cidade, sendo este destinado agora para locais específicos.

Em 1893 a cidade de São Paulo assinou o primeiro contrato de coleta e incineração de lixo, varrição de ruas, limpeza de bueiros e bocas de lobo, celebrado entre a administração municipal e uma empresa particular. No ano seguinte, a Província de São Paulo elabora seu primeiro Código Sanitário, regulando procedimentos de higiene e saúde pública.

Com a evolução da gestão de resíduos sólidos e novas formas de tratamento, a sociedade passou a compreender que, com as tecnologias certas, o lixo pode ser tratado e se transformar em fontes de recursos naturais do futuro. O Brasil começou a amadurecer sua história e incentivar a coleta e reciclagem com a sanção da Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

O saneamento e as cidades

O crescimento das cidades tem impacto real nas condições sanitárias e exige que a infraestrutura de saneamento básico acompanhe continuamente as novas necessidades da população. As condições adequadas de saneamento propiciam maior qualidade de vida e satisfação dos moradores e contribuem para o desenvolvimento social, cultural, ambiental e econômico.

Por falta de controle do uso do solo e de alternativas de moradia digna para a maioria da população, as cidades se expandem sobre as áreas rurais ou de preservação ambiental e ocupam os morros e os fundos de vale.
A disposição inadequada dos esgotos e resíduos sólidos polui os mananciais e os cursos d’água. Já o desmatamento, a construção em encostas e a pavimentação das vias impermeabilizam o solo e removem a cobertura vegetal, aumentando a ocorrência de enchentes e riscos para a população.

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A melhoria das condições do saneamento básico tem também impactos diretos na promoção da saúde humana e na qualidade de vida. Comprovadamente a adequada coleta de esgotos domésticos reduz a ocorrência de diarreias e infecções intestinais causadas por parasitas, entre outros males.

Vale destacar que o saneamento é um direito essencial à vida, à moradia digna, à saúde, à cidade e ao meio ambiente equilibrado. Direito que deve ser exercido com transparência e controle social!

Conte com a Sanetran para a gestão de resíduos sólidos em sua cidade. Entre em contato pelo e-mail sanetran@sanetran.com.br ou 0800-6470931.

Fontes:
• www.portalsaneamentoambiental.com
• Por uma História do Lixo – Rosana Miziara http://www.revistas.sp.senac.br/index.php/ITF/article/view/93
• Guia para a elaboração de Planos Municipais de Saneamento – Ministério das Cidades do Brasil
• www.educacao.cc/ambiental/historia-e-evolucao-da-reciclagem-de-lixo-no-brasil/



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