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RISCOS DO DESCARTE INCORRETO DE MEDICAMENTOS

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RISCOS DO DESCARTE INCORRETO DE  MEDICAMENTOS

RISCOS DO DESCARTE INCORRETO DE MEDICAMENTOS

6 de setembro de 2018

O Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos do mundo. Existe pouca legislação referente ao descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso.

Devido aos grandes riscos à saúde humana e ao meio ambiente, o descarte de medicamentos deve ser feito em pontos de coleta específicos. Para serem posteriormente encaminhados à destinação final ambientalmente correta. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece como obrigatoriedade o descarte correto de medicamentos.

No caso dos remédios, a chamada logística reversa funciona com as farmácias e drogarias aceitando medicamentos vencidos para encaminhá-los ao seu destino final sem risco de contaminação.

A Anvisa possui uma lista de postos de coleta credenciados. O processo todo é regido pela norma descarte de medicamentos é um problema que ocorre no mundo todo e é relativamente novo. O descarte em lixo comum apresenta riscos à água, ao solo, aos animais e também à saúde pública.

Nos Estados Unidos, a população recebe orientações para descartar medicamentos na privada ou no lixo. Pois eles dão prioridade a reduzir o risco de uso não intencional ou overdose e lá temos vários relatos de contaminação de lagos, rios, solo, plantações, animais e pessoas doentes.

O risco ambiental emergente está presente nesse tipo de atitude, devido aos “micropoluentes”. Assim, ao descartar medicamentos vencidos de forma incorreta, os consumidores contribuem com uma quantidade pequena, mas que quando acumulada causa grandes consequências. E o pior é que a maior parte das pessoas não sabe o mal que está fazendo ao realizar o descarte de medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. Cerca de 20% de todos os medicamentos que utilizamos são descartados de forma irregular.

A contaminação ambiental ocorre pelo descarte incorreto e também pela parcela excretada na urina e fezes de produtos que tomamos. O uso de medicamentos veterinários também contribui; a criação de gado, peixes e animais domésticos utiliza antimicrobianos, antiprotozoários, hormônios, entre outros, e entram no meio ambiente da mesma forma, por descarte inadequado e excreções. Esses medicamentos vão parar em aterros, lixões, estações de tratamento de água/esgoto, corpos d’água ou no solo.

Os fármacos que ingerimos são metabolizados e eliminados pelo nosso corpo indo parar nas redes de esgoto junto com aqueles que descartamos em pias e vasos sanitários.

Ele percorre todo o caminho até uma estação de tratamento de esgoto onde também sofre metabolização, mas muitos não são totalmente degradados e se tornam imprevisíveis. As estações de tratamento não foram projetadas para eliminar fármacos – eles são apenas atenuados. Existem técnicas de remoção de fármacos como ultrafiltração, ozonização, oxidação avançada, mas os elevados custos não viabilizam sua implantação para o tratamento de esgoto em larga escala.

QUAIS OS REAIS RISCOS?

Fonte: Freepik

Os problemas causados pela presença dos compostos de medicamentos no ambiente ainda não são muito bem conhecidos. Sabe-se que os medicamentos diluídos em água podem interferir no metabolismo e no comportamento de organismos aquáticos. Há fármacos que são persistentes e se acumulam no meio ambiente, além dos riscos de doenças na população e animais que podem encontrar medicamentos descartados no lixo e utilizá-los. Os antibióticos também são preocupantes, pois quando expostos ao meio ambiente, tornam as bactérias resistentes ao antibiótico em questão.

Outro problema se dá no âmbito da saúde pública. O armazenamento de medicamentos em casa aumenta o risco de intoxicação pelo uso indevido – cerca de 28% dos casos de intoxicações no Brasil são por medicamentos.

As pessoas que manejam esses resíduos sem proteção, como catadores nos lixões, também são suscetíveis a eventos adversos e intoxicações caso achem o medicamento e o consumam.

Esse tipo de situação, que poderia ser controlado, deve-se em grande parte ao fato de a sociedade não ter informações quanto à forma correta do descarte de medicamentos e seus riscos. A maioria dos medicamentos descartados vem das sobras de remédios da nossa “farmácia caseira” – um hábito comum do brasileiro.

Fonte: http://www.farmaceuticosdocerrado.com.br/riscos-do-descarte-de-medicamentos-em-lixo-comum/



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